Sérgio “Maravilla” Martínez.

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Entrevista a um dos maiores do Boxe mundial, argentino que reside na Espanha há mais de 10 anos, integrou a seleção argentina de Boxe quando era amador, no profissional foi vencedor de muitos títulos sendo Campeão Mundial Médio The Ring, WBC e WBO, e Súper Médio IBO e WBO. Também foi campeão Argentino welter, Latino WBO Welter, Latino Súper Welter WBC, Emérito Diamente WBC. Maravilla Martínez segue no Boxe como promotor e tem uma carreira paralela como comediante de Stan Up.

Conte-nos o que te motivou a comçar a boxear e como tomou essa decição sua família?
Eu queria melhorar minha condição física para jogar futebol. Era bom jogador de futebol, mas me sentia menos forte que os companheiros, queria fortalecer meus músculos, mas sem utilizar pesos. Meu tio é treinador de Boxe, tinha uma academia, e assim começou tudo. No principio meus pais levaram muito a sério, mas logo não gostaram muito ao me ver com as luvas postas. Creio que fiz a eleição adequada.

Quando você soube que fazer do Boxe sua vida e ser um campeão?
Me dei conta rápido. Vinha do futebol e do ciclismo, outros esportes também muito bonitos e duros. Mas quando provei o Boxe e fiz sparring pela primeira vez, rapidamente me dei conta que isto era o que eu queria. Todos os movimentos me pareciam muito naturais, não me parecia dificil boxear. Aprendia rápido e soube que este esporte estava feito para mim.

Por quanto tempo estiveste como amador e como foi essa época de tua vida?
Como amador estive apenas dois anos. Fui campeão nacional argentino na divisão welter, depois representei a Seleção Argentina no campeonato mundial, em Budapeste. Comecei muito tarde no Boxe, tinha que passar rápido ao profissional.

Você sentiu muito a diferença ao passar ao profissional?
Sem dúvida, os golpes são mais duros, os combates mais longos, os rivais mais fortes. O boxeador amador que decida passar ao profissional tem que tomar muito à sério e pesar muito antes.

Qual foi a maior emoção que você teve no Boxe?
Pois, pese a todos que ganhei ao longo da minha carreira, para mim o melhor momento foi quando venc a Richard Williams em Manchester e ganhei o campeonato da IBO. Esse dia meu pai estava me vendo na platéia e eu me dei conta que podia competir a nível mundial.

Se pude escolher um boxeador de todas as épocas para um combate, quem seria esse boxeador?
Muhammad Ali, sem dúvida. Acho que ele foi o mais inteligente e o que melhor soube interpretar o Boxe em todo seu conjunto, tanto como esporte, como espetáculo e negócio.
O que você vê de diferente no Boxe Argentino ao demais países?O Boxe Argentino é sumamente duro, é seleção natural, não se pode fabricar campeões tão fácil como em outros países ao haver menos dinheiro. Pode estar seguro de que qualquer boxeador argentino de primeiro nível não teve nenhum momento fácil em sua carreira. É uma competividade muito complicada.

Como você vê o Boxe hoje, falando do profissional e o amador sem o protetor de cabeça e suas novas regras?
Como bem sabe tenho uma demanda interposta contra a AIBA. Sou promotor na Espanha e não posso permitir que se introduzam no Boxe profissional querendo interpor suas normas, tirando toda a grandeza do Boxe clássico, que conhecemos de sempre. AIBA é uma organização monopolista, autortária, e não concordo com isso. Tirar o protetor de cabeça do Boxe amador é um grande erro, como muitos levam, como vem comentendo nos últimos anos. Espero que em breve esta situação se possa reconduzir e proteja mais aos esportistas.
Por favor deixe uma mensagem aos boxeadores que estão iniciando no Boxe.
Aos boxeadores, têm que ser muito concientes do que querem. Se seu objetivo é melhorar a forma física, qualquer um pode boxear. Eu tenho uma cadeia de academias na Espanha que está focadaa isso, a que todo mundo melhores fisicamente e faça um bom treinamento, mas sem contato. Mas, aos que querem competir, têm que ser muito conscientes de que esse esoprte não é brincadeira, se dão golpes, mas também se recebem. Têm que treinar duro para poder ter combates mais fáceis. O treinamento, a comida, o estilo de vida são detalhes que eu atleta não poder deixar de lado.

Por Márcio Reginato