Adimilson “Lalá” da Cruz – Presidente da ANB

adimilson
Entrevistamos a Adimilson “Lalá” da Cruz, presidente da Associação Nacional de Boxe e supervisor da World Boxing Association. Adimilson lidera uma entidade com entidades em quase todos estados e coligados em todo Brasil.

Como você chegou no mundo do Boxe?
Admirado pelas lutas de Maguila e Mike Tyson, nasceu minha vontade de treinar e lutar Boxe.

Quem foram seus incentivadores para a prática do Boxe?
Meu incentivador foi muito simples, ainda assim, tenho muito orgulho, dois grande amigos e mestres, o Toninho e seu irmão Mega, são do bairro onde morei, Periperi em Salvador que fica no subúrbio de Salvador. Toninho e Mega tinham um saco de Boxe no quintal da casa deles, então eu ia lá todos os dias no final da tarde, varria o quintal e começava a treinar.

Em que cidade e academia você começou a treinar?
Comecei a treinar oficialmente na minha própria academia, montada por mim mesmo no Esporte Clube Periperi, chamada Bahia Boxe Salvador, logo fui treinar em uma academia a Show de Boxe, muito bem estruturada pelos meus empresários, Mauricio Moura e Bebeto (ex-jogador da seleção brasileira do Tetra Campeonato).

Como a sua família reagiu com essa escolha?
Meu pai sempre me apoiou e minha mãe não gostava, logo quando eu me tornei presidente ela não falou mais nada (risos).

Como foi sua época no Boxe Amador? Em que competições participou?
Foram muitas, fui campeão do Kid Jofre, vice-campeão do Verão Vivo e na Forja de Campeões eu cheguei as Semi-finais.

Relate seus treinos com Maguila, como foi a experiência de compartilhar treinamentos e amizade com ele?
Foi uma experiência muito boa, o campeão tem um mão pesada (risos), treinei com ele na Academia do Cangaíba e na Companhia Atlética com os ex-campeão mundial WBC Miguel de Oliveira.

Ao chegar no profissional que diferenças notou do Boxe Amador?
A maior diferença foi a quantidade de rounds, mas achei muito melhor lutar sem a camiseta e aquele inferno de capacete.

Como surgiu a oportunidade de começar regulamentar o Boxe profissional estando à frente de uma entidade?
Bom, logo que foi criada e sancionada a Lei Federal 9.615, a famosa Lei Pelé, e o Decreto Federal 2.545, dando direito a criação de novas Confederações, Federações, Associações, Ligas e similares, vi a oportunidade de dar muito mais chances a muitos boxeadores de lutar e ser campeões com suas qualidades que não estavam vistas antes.

Quais foram as dificuldades antes da criação da Associação Nacional de Boxe?
Sinceramente não tive nenhum dificuldade.

Como nasceu a Associação Nacional de Boxe?
Nasceu pela necessidade de organizar muito mais combates e fazer mais campeões de qualidade.

Sobre os cinturões da ANB, quais as peculiaridades?
Os cinturões são fabricados no Paquistão, feitos com peças de bronze, banhadas em ouro 18. A cinta tem um couro de alta qualidade como poucos no mundo e nenhum aqui no Brasil. Seguimos o modelo do cinturão mundial da WBA.

Quais são os organismos mundiais que você supervisiona no Brasil e quais internacionais que estão no Brasil graças as portas que ANB abriu?
Sou o supervisor da WBA, Diretor para América do Sul para WBU, WBL, UBO e UBC e Diretor Latino da UBF, WBF, IBC e WKL de Kickboxing.

Deixo aqui o espaço aberto você deixar uma mensagem.
Muito obrigado pela oportunidade da entrevista com o Nocaute na Rede, é uma grande honra estar falando com o Márcio Reginatto da Boxeando, que é um noticiador do Boxe mundial, abraços a todos e firmeza total.

Por Márcio Reginatto – Boxeando.Net