Erick Luz – Árbitro

Entevistamos Erick Luz, árbitro e supervisor da ANB e WBU, que vem desenvolvendo seu trabalho em diferentes estados brasileiros e fora do Brasil também. Com a enregia positiva que o caracteriza falou conosco contando um pouco mais de sua carreira no Boxe e também nos contou sobre sua parte artistica na música.

Como você entrou no mundo do Boxe?
Me apaixonei pelo boxe quando vi um dos melhores pesos pesados do Brasil em treinamento e lutando.. O Adimilson Vasconcelos da Cruz hoje presidente da Associação Nacional de Boxe.

Quando você começou na árbitragem?
Comecei na Arbitragem a 12 anos atrás em um dos projetos dentro da periferia que moro, chamado Boxe Beach (Boxe de praia) Comecei disputando e fui campeão.  Porém também trabalho como tecnologia,  diretamente com a informática.  E nesse período tive Lá,  e sentia muitas dores no punho. E não querendo ficar fora dos ringues comecei a estudar arbitragem.

O que atraiu você a ser árbitro?
Na verdade o que me atraiu na Arbitragem foi a questão dos detalhes,  fora os atletas competindo.  Nós árbitros somos os mais próximos a beleza da nobre arte. E isso me deixou apaixonado

Você além de árbitro, exerce outra função dentro do Boxe?
Sou Árbitro e Supervisor da ANB e da WBU

Quais foram os combates mais dificieis que você arbitrou? Seja pelo combate ou pelo público.
O combate mais complicado foi o dos lendários Hollifild Vs Todo Duro. 6 lutas eu já fiz deles, todas as lutas com a mesma emoção.  Não só ligado ao combate mas também ligado ao público que a cada situação,  a cada golpe estremecia o local com gritos, realmente foi uma sensação impa na minha vida.

Você já arbitrou títulos nacionais, continentais e mundiais, mas qual é aquele combate que você fechas os olhos e sempre se recorda?
Já arbitrei alguns títulos mundiais,  continentais todos muito importante pra minha carreira. Porém confesso que o trabalho itinerante junto a ANB me trás boas lembranças.

Sensações indescritíveis,  pois o que o povo via em suas televisões,  começou a ver de bem perto, ver o olhar do público brilhar em ver todo aquele processo,  ver atletas que sempre foram fãs agora bem pertinho deles. Essas coisas não saem da minha cabeça.

Quais são seus futuros projetos no Boxe?
Já tomei alguns cursos dentro e fora do Brasil ligados a arbitragem. Eu tenho alguns planos junto a ANB e a WBU. Na verdade estamos estudando novas possibilidades no fator promoção, projetos governamentais, tudo isso pra dar sequência ao processo que a ANB tem promovido dentro e fora do Brasil.

Todos sabemos que além do Boxe, você é um artista e tem uma carreira parelela como músico. Conte-nos como é sua carreira e como você concília o Boxe com a Música.
Realmente é complicado conciliar as duas coisas, porque tudo que tento fazer, tento fazer bem feito, e isso exige tempo, estudo e dedicação.
A música é uma das coisas que faço nessa minha jornada,  porém o boxe é o que me sustenta, é o que me ajudou a construir minha casa e outras coisas que consegui ao longo do tempo.

Peço a você que deixe uma mensagem aos fans do Boxe e àqueles que querem começar uma carreira como árbitro de Boxe.
Para galera deixo a seguinte frase:
O Boxe como toda profissão na vida é algo que tem de ser levado a sério,  eu sou um homem simples, mas fui guerreiro e hoje podem ligar a TV, vou estar lá entre gigantes tatuados à ANB em meu peito pois foi  ela e é ela que acreditou em mim e hoje é assim.

Meu nome é Erick Luz e assim, sou árbitro Internacional.

Por Márcio Reginatto – Boxeando.Net