Lucía Pérez

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1- Como você chegou ao Boxe?
Vendos os jogos olímpicos de Lonres 2012, vi um combate de Boxe feminino e me chmou muita atenção, uma das boxeadoras era Clarissa Shields dos Estados Unidos, hoje em dia ela é minha grande rival na divisão dos 75 kg, justamente ela foi ouro nessa olímpiada. Neste momento eu disse aos meus pais que eu queria treinar Boxe para ir às Olimpíadas.

2- Quem foi seu primeiro professor e quem é atualmente seu treinador?
Comecei em um ginásio na cidade do Tigre, mas estive alguns meses somente, até que cheguei ao KO Boxing Club da cidade de Martínez, conheceu meu professor, Jorge Ochenduszka, um grande técnico.
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Com Jorge Ochenduszka

3- Sua família gosta que você é boxeadora? Há mais algum boxeador na família?
Acredito que a minha família gostaria mais que eu faça outra coisa, mas ele me apoiaram desde o primeiro momento e não tiveram dúvida em me acompanhar quando eu estava procurando onde treinar. Ninguém do meu entorno fez Boxe, nem familiar ou amigos, eu mesmo jamais havia visto um combate até o dia que vi e decidi começar meu treinamento. O mais perto da minha família e o Boxe foi meu avô, que sempre sonhou em ter um netro boxeador.

4- Quando você começou a competir?
Fiz meu primeiro combate em agosto de 2013, perdi por pontos e também perdi meu segundo encontro, todos sabiam que eu tinha muitas condições, mas era muito dificil eu me soltar e disfrutar. Longe de ficar frustrada, eu treinava cada vez mais e mais, e deseja fazer logo o terceiro combate na sede da federação, queria dar meu melhor que todos me vissem, me viram e fui chamada para seleção.

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5- Foi neste momento que você passou a fazer parte da seleção?
Sim, como fiz um excelente combate, venci com claridade, me chamaram para fazer uma prova no CeNARD, fui fazer luva, e como foi tudo bem, me convocaram para seleção e entrei em julho de 2014 com somente 3 combates.

6- Quais são as competições mais importantes que já participaste, que quais a sua melhores colocações?
Participei em um Continental em Guadalajara, México, mas não fui muito bem, ficou muito nervosa e isso acabou comigo. Logo fui a Jeju, Coréia do Sul, era o Mundial, nesta oportunidade cheguei até os quartos de final, mas perdi para um ucraniana. Essas duas competições que comentei foi na categoria dos 69 kg. Este ano que sem dúvidas foi o mais importante para minha carreira, participei do classificatório para o Pré Pan Americano em Tijuana, México onde conquistei a medalha de bronze, ganhado o primeiro combate de uma boxeadora venezuelana, e perdi na semi-final enfrentando a Clarissa Shields dos Estados Unidos, foi um grande combate, que na verdade nem eu imaginava que poderia lutar dessa maneira contra a melhor boxeadora amadora do mundo. Me classifiquei para os jogos Pan Americanos de de Toronto 2015, e fui medalha de bronze, vencendo a colombiana, novamente perdendo para Clarissa Shields, por isso eu dizia a você que Clarissa é minha grande rival no inicio da entrevista.

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7- Quais são suas próximas competições?
Em marño tengo o pré-olímpico, onde vou buscar meu passe aos jogos olímpicos do Rio, caso não consiga, tenho outra chance em maio, mas é mais dificil, já que é o campeonato mundial. Agora é tudo ou nada, estou muito perto de conseguir o que mais quero.

8- Você pensa em um dia passar ao Boxe profissional?
Sim, quero ser profissional porque quero ser campeã do mundo. Mas agora neste momento isso não me interessa, tengo ainda poucos combates e eu estou ganhando muita experiência internacional combatendo ante as melhores do mundo e ganhando meu lugar no Mundo do Boxe.

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9- Você também praticava artes marciais e inclusive competia, conte um pouco por favor.
Pratiquei artes marciais por 7 ou 8 anos, precisamente Kung Fu, competi muito, fui campeão Sul americana, pan amercinana e mundial, mas as artes mariciais não têm as mesma trancendência que o Boxe, ninguém sabia de nada. Também alguns combates no Kickboxing.

10- Por favor deixe uma mensagem aos fans do Boxe.
Para todos amantes do Boxe lhe digo que sonhem e que lutem por cumprir seus sonhos, o Boxe é um esporte muito duro, você vai chorar de dor, de bronca e frustração, mas as lágrimas de alegria que dá, não se compara com nada. O Boxe se disfruta, quando começa a ser um peso, então é o momento de deixá-lo.

Por Márcio Reginatto